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NR-1 e riscos psicossociais: a prevenção começa na organização do trabalho

Entenda como levar os fatores de risco psicossociais para a gestão de SST, com avaliação das atividades, prioridades claras e acompanhamento das medidas.

Ilustração editorial sobre gestão de riscos, sem pessoas ou dados de operação.Ilustração editorial

A atualização do capítulo 1.5 da NR-1, em vigor desde 26 de maio de 2026, incluiu expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Para as empresas, o tema pede atenção à forma como o trabalho é organizado e executado. [1]

Dois profissionais vistos de costas consultam um tablet em uma oficina industrial organizada.
Diálogo entre equipes e organização das atividades de trabalho. Imagem ilustrativa gerada por IA.

O que precisa ser observado

Sobrecarga, pouca clareza sobre responsabilidades, falta de apoio e situações de assédio estão entre os exemplos apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A avaliação considera as condições de trabalho e suas possíveis repercussões sobre a saúde; seu objetivo não é investigar a vida pessoal nem diagnosticar a saúde mental de cada trabalhador. [2]

O guia do MTE admite diferentes caminhos, como observação das atividades, diálogo, oficinas e instrumentos de pesquisa. A escolha precisa ser adequada ao contexto: um questionário isolado não encerra a gestão dos riscos. Quando utilizado, deve preservar o anonimato e ser aplicado com domínio do método. [2]

Transformar o levantamento em medidas concretas

A NR-1 articula identificação de perigos, avaliação e classificação dos riscos, implementação de medidas e acompanhamento. O plano de ação deve estabelecer cronograma, responsáveis e formas de verificar os resultados. O enquadramento da empresa e os requisitos aplicáveis precisam orientar a documentação e a condução desse processo. [3]

Para a gestão, isso significa formular perguntas práticas: as prioridades chegam com clareza? Os recursos acompanham a demanda? Há espaço para esclarecer dúvidas e comunicar dificuldades? Essas perguntas ajudam a preparar uma conversa técnica sobre a rotina, sem antecipar conclusões sobre um setor ou uma equipe.

Prevenção exige continuidade

Uma iniciativa útil é reunir operação, RH e SST para organizar as informações disponíveis e definir o que precisa ser aprofundado. Depois, cada medida proposta pode ganhar um responsável, uma previsão de execução e uma evidência de acompanhamento. Esse roteiro torna as decisões mais claras e permite discutir ajustes com base no que foi observado.

Campanhas educativas podem integrar o trabalho, mas a prevenção também precisa alcançar as condições em que as tarefas são realizadas. O guia do MTE recomenda priorizar intervenções sobre a organização do trabalho e envolver os trabalhadores na construção e no acompanhamento das medidas. [2]

O TEMA NA ROTINA DA SUA EMPRESA

Como a UBISMED pode apoiar sua empresa

A UBISMED pode apoiar o levantamento das situações de trabalho, a avaliação técnica e a organização das informações para o GRO/PGR, articulando esse trabalho às avaliações ergonômicas pertinentes. O atendimento pode incluir orientações para gestores e apoio ao planejamento e acompanhamento das ações. O escopo é definido conforme as atividades e as necessidades da empresa, para que o trabalho técnico se traduza em decisões e responsabilidades compreensíveis.

Converse sobre a gestão de riscos da sua empresa

Fontes consultadas

  1. MTE — NR-1: histórico, vigência e publicações oficiais ↗
  2. MTE — Guia de informações sobre fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho ↗
  3. MTE — NR-1: texto com o capítulo 1.5 vigente desde 26 de maio de 2026 ↗
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