Uma manutenção no telhado, uma instalação ou um serviço de fachada podem ocupar poucas horas na agenda. Para quem contrata, porém, a preparação precisa começar antes da chegada da equipe. Definir o serviço, conhecer o local e organizar as responsabilidades ajuda a transformar uma solicitação urgente em uma demanda tecnicamente planejada.

Identificar a atividade e avaliar alternativas
A NR-35 se aplica às atividades com diferença de nível acima de dois metros em relação ao nível inferior, quando houver risco de queda. Seu planejamento prioriza evitar o trabalho em altura, eliminar o risco de queda e, quando isso não for possível, reduzir suas consequências. [1]
Para o gestor, uma boa conversa inicial reúne manutenção, operação e SST: o que será executado, em qual área e com quais interferências? A resposta permite discutir alternativas de execução e recursos com antecedência. Um serviço aparentemente simples pode depender de decisões de engenharia, acesso e organização do entorno.
Capacitação e autorização fazem parte do conjunto
O trabalho exige análise de risco e supervisão. Nas atividades não rotineiras, a NR-35 prevê autorização prévia por Permissão de Trabalho. A norma também relaciona a autorização do trabalhador à capacitação e à aptidão, que deve constar do ASO. [1]
A Portaria MTE nº 1.259/2026 determinou a modalidade presencial para os treinamentos da NR-35 e estabeleceu regras de transição para treinamentos iniciais realizados anteriormente. O planejamento da capacitação deve considerar o texto da portaria e a situação documental de cada equipe. [2]
Uma sugestão administrativa é reunir, por serviço, os responsáveis, a documentação necessária e as pendências identificadas pelos profissionais envolvidos. Esse acompanhamento facilita organizar a mobilização e evita confundir a existência de um certificado com a preparação completa para determinada atividade.
Prever mudanças e situações de emergência
A análise de risco deve contemplar as condições do local, influências externas e situações de emergência, incluindo planejamento de resgate e primeiros socorros. As medidas precisam ser compatíveis com a atividade; a seleção e o dimensionamento dos sistemas de proteção exigem avaliação técnica. [1]
Vale combinar como a liderança comunicará mudanças de escopo, de equipe ou das condições observadas. Para o cliente, o valor dessa organização está na clareza: quem avalia a alteração, quem decide os encaminhamentos e como uma pendência será acompanhada antes de prosseguir com o serviço.
Como a UBISMED pode apoiar sua empresa
A UBISMED pode apoiar a avaliação das demandas de trabalho em altura, o planejamento das ações de SST e a organização dos treinamentos e documentos pertinentes. Conforme o escopo definido, profissionais de engenharia e segurança do trabalho podem orientar a análise das condições e o acompanhamento das pendências, em articulação com a saúde ocupacional. O objetivo é preparar a equipe e dar ao contratante uma visão clara das etapas sob responsabilidade de cada envolvido.
Planejar os trabalhos em altura da minha equipe

